MAPA CONCEITUAL
IDENTIDADE E DIFERENÇA
IDENTIDADE E DIFERENÇA – A perspectiva dos Estudos Culturais
Tomaz Tadeu da Silva (org.)(2012)
A história de guerra e conflito entre sérvios e
croatas, permeada por questões sociais e políticas que intensificam a disputa
entre estes povos, é um exemplo de como as identidades se formam, como se
mantém, e inclusive se tornam interdependentes e ligadas por objetivos e sistemas
de significação e classificação culturais que ganham sentido por meio da linguagem,
dos signos e das ações que as representam.
A exclusão e a inclusão são aspectos que fazem
parte do processo de identidade. Ou seja, sou gaúcha, não sou paulista. Nós (gaúchos)
e eles (paulistas) nos diferenciamos pela cultura e todos os valores e
simbologias que estão inseridos naquilo que chamamos de tradição, velhos
costumes mantidos e repassados de geração para geração. O que significa ser
gaúcho vai além do fato de nascer no Rio Grande do Sul, indica uma apropriação
cultural comum a todos que compartilham desta identidade no dia a dia. O uso da
pilcha, o chimarrão e a bandeira incluem os sistemas representacionais que
marcam a diferença entre gaúchos e não gaúchos.
Outro aspecto importante sobre identidade é que ela
é relacional, dependemos do outro para existir. Por exemplo: Qual o sentido do Grêmio existir se o Internacional desaparecesse e
vice versa? A rivalidade esportiva que ambos possuem sustenta a identidade
dos times e torcedores, e todos sabem que ser um colorado não é ser um gremista,
apesar de serem todos possivelmente gaúchos ou brasileiros. Então, entende-se que
a diferença é sustentada pela exclusão, conforme Silva (2012) afirma. Bem como,
a identidade é produzida por questões simbólicas e sociais, nas quais estão
relacionados aspectos materiais e de poder que terão ou não a influência do
tempo nas suas transformações.
Neste sentido, a partir da perspectiva
essencialista, o conjunto de características, muitas vezes baseadas na natureza,
comum a todos que compartilham uma determinada identidade não se altera ao
longo do tempo, mantendo a identidade fixa e imutável. Definindo quem pertence
e quem não pertence a um determinado grupo.
Na perspectiva não essencialista, há o foco na
diferença, nas características comuns ou partilhadas entre os membros do
próprio grupo e outros grupos diferentes, por onde podem ocorrer mudanças com o
passar do tempo.
Conforme Silva(2012), “os discursos e os sistemas
de representação constroem os lugares a partir dos quais os indivíduos podem se
posicionar e a partir dos quais podem falar”. Neste sentido, por exemplo, a
mídia provoca efeitos na construção de nossas identidades, ou de como nos
apropriamos para fazer uso destas. Neste caso, a reprodução de estereótipos
como “adolescente é rebelde”, “mãe é amorosa e sensível”, “magro é sinal de
beleza”, sugere vinculação entre a produção de identidade e a produção de
significados. Daí, a preocupação com a identificação, processo pelo qual nos
identificamos com os outros.
De acordo com os Estudos Culturais, o conceito de
identificação tem sido utilizado para explicar a forte ativação dos desejos
inconscientes relativos a pessoas ou a imagens, refletindo em nós a imagem ou a
personagem apresentada na tela da TV, cinema.
Este fato poderia provocar uma crise de identidade?
Pode-se dizer que ocorre crise de identidade quando
esta se torna um problema ou quando começa a ser questionada, no sentido de que
a identificação com a representação que determinada identidade produz ou que é
produzida, está se reformulando pessoal e politicamente através de movimentos
sociais e particulares.

Oi Luciane,
ResponderExcluirbem claro e completo o mapa produzido pelo grupo. Teus apontamentos também, estão claros e estruturados, relacionados com a realidade, o que é super importante. Parabéns!
Abraços, Anelise.