terça-feira, 1 de maio de 2012

MAPA CONCEITUAL

IDENTIDADE E DIFERENÇA

IDENTIDADE E DIFERENÇA A perspectiva dos Estudos Culturais
Tomaz Tadeu da Silva (org.)(2012) 
A história de guerra e conflito entre sérvios e croatas, permeada por questões sociais e políticas que intensificam a disputa entre estes povos, é um exemplo de como as identidades se formam, como se mantém, e inclusive se tornam interdependentes e ligadas por objetivos e sistemas de significação e classificação culturais que ganham sentido por meio da linguagem, dos signos e das ações que as representam.
A exclusão e a inclusão são aspectos que fazem parte do processo de identidade. Ou seja, sou gaúcha, não sou paulista. Nós (gaúchos) e eles (paulistas) nos diferenciamos pela cultura e todos os valores e simbologias que estão inseridos naquilo que chamamos de tradição, velhos costumes mantidos e repassados de geração para geração. O que significa ser gaúcho vai além do fato de nascer no Rio Grande do Sul, indica uma apropriação cultural comum a todos que compartilham desta identidade no dia a dia. O uso da pilcha, o chimarrão e a bandeira incluem os sistemas representacionais que marcam a diferença entre gaúchos e não gaúchos. 
Outro aspecto importante sobre identidade é que ela é relacional, dependemos do outro para existir. Por exemplo: Qual o sentido do Grêmio existir se o Internacional desaparecesse e vice versa? A rivalidade esportiva que ambos possuem sustenta a identidade dos times e torcedores, e todos sabem que ser um colorado não é ser um gremista, apesar de serem todos possivelmente gaúchos ou brasileiros. Então, entende-se que a diferença é sustentada pela exclusão, conforme Silva (2012) afirma. Bem como, a identidade é produzida por questões simbólicas e sociais, nas quais estão relacionados aspectos materiais e de poder que terão ou não a influência do tempo nas suas transformações. 
Neste sentido, a partir da perspectiva essencialista, o conjunto de características, muitas vezes baseadas na natureza, comum a todos que compartilham uma determinada identidade não se altera ao longo do tempo, mantendo a identidade fixa e imutável. Definindo quem pertence e quem não pertence a um determinado grupo.
Na perspectiva não essencialista, há o foco na diferença, nas características comuns ou partilhadas entre os membros do próprio grupo e outros grupos diferentes, por onde podem ocorrer mudanças com o passar do tempo.  
Conforme Silva(2012), “os discursos e os sistemas de representação constroem os lugares a partir dos quais os indivíduos podem se posicionar e a partir dos quais podem falar”. Neste sentido, por exemplo, a mídia provoca efeitos na construção de nossas identidades, ou de como nos apropriamos para fazer uso destas. Neste caso, a reprodução de estereótipos como “adolescente é rebelde”, “mãe é amorosa e sensível”, “magro é sinal de beleza”, sugere vinculação entre a produção de identidade e a produção de significados. Daí, a preocupação com a identificação, processo pelo qual nos identificamos com os outros. 
De acordo com os Estudos Culturais, o conceito de identificação tem sido utilizado para explicar a forte ativação dos desejos inconscientes relativos a pessoas ou a imagens, refletindo em nós a imagem ou a personagem apresentada na tela da TV, cinema.
Este fato poderia provocar uma crise de identidade?
Pode-se dizer que ocorre crise de identidade quando esta se torna um problema ou quando começa a ser questionada, no sentido de que a identificação com a representação que determinada identidade produz ou que é produzida, está se reformulando pessoal e politicamente através de movimentos sociais e particulares.

Um comentário:

  1. Oi Luciane,
    bem claro e completo o mapa produzido pelo grupo. Teus apontamentos também, estão claros e estruturados, relacionados com a realidade, o que é super importante. Parabéns!

    Abraços, Anelise.

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