SUBJETIVIDADES FEMININAS NA ESCOLA
O comportamento de meninas:
as Evas da contemporaneidade.
Conforme Rousseau (1995), a educação que as mulheres recebem está associada aos homens no sentido de dedicar-lhes inteiramente suas vidas, dispondo-se a servi-los.
Comportamentos femininos associados à história de personagens bíblicos como Eva (pecadora) e Maria (submissa), segundo alguns pesquisadores se mantém na atualidade sob discursos que associam o feminino a alguns comportamentos estereotipados e colaboraram com a naturalização de diferenciação entre posturas de alunas e alunos.
Pode-se dizer que assim como o feminino está associado, inclusive no senso comum, com delicadeza, meiguice, ponderação, tranquilidade, também, está associado à vulgaridade, à prostituição, à fragilidade.
A literatura diz: "elas gostam de apanhar" em Histórias da vida como ela é (Nelson Rodrigues), histórias que falam de um grande amor, de traição, de um primeiro filho que deve ser homem, de beatas, solteironas, amantes e fofoqueiras, episódios que imitam a vida... ou será que a vida é que imita as fantasias descritas em histórias com tom de realidade?
Segundo Freud (1933, p.141) "...aquilo que constitui a masculinidade ou a feminilidade é uma característica desconhecida que foge do alcance da anatomia" . Conforme Calligaris (2005), em Prostituição: o Eterno Feminino "...fundamentalmente, a prostituição representa para a mulher a necessidade de um desejo que pouse sobre seu corpo marcando sua existência". Sempre em função do homem, conforme afirma (Maria Rita Kehl apud Calligaris, 2005) que "a fina investigação relaciona as fantasias de prostituição aos dois grandes vetores de constituição da sexualidade feminina adulta: a paixão de toda menina por seu pai e a imperiosa necessidade de trai-lo para tornar-se mulher.
A violência feminina nas escolas.
Ameaça e prática de violência presentes nos ambientes em que as jovens vivem, como em casa por exemplo, podem ser a causa de tais comportamentos? A violência aprendida como sendo a única forma de solucionar problemas de divergências em casa é reproduzida na escola? A questão do gênero estaria envolvida no entendimento de problema?
O comportamento de meninas:
as Evas da contemporaneidade.
Conforme Rousseau (1995), a educação que as mulheres recebem está associada aos homens no sentido de dedicar-lhes inteiramente suas vidas, dispondo-se a servi-los.Comportamentos femininos associados à história de personagens bíblicos como Eva (pecadora) e Maria (submissa), segundo alguns pesquisadores se mantém na atualidade sob discursos que associam o feminino a alguns comportamentos estereotipados e colaboraram com a naturalização de diferenciação entre posturas de alunas e alunos.Pode-se dizer que assim como o feminino está associado, inclusive no senso comum, com delicadeza, meiguice, ponderação, tranquilidade, também, está associado à vulgaridade, à prostituição, à fragilidade.
A literatura diz: "elas gostam de apanhar" em Histórias da vida como ela é (Nelson Rodrigues), histórias que falam de um grande amor, de traição, de um primeiro filho que deve ser homem, de beatas, solteironas, amantes e fofoqueiras, episódios que imitam a vida... ou será que a vida é que imita as fantasias descritas em histórias com tom de realidade?
Segundo Freud (1933, p.141) "...aquilo que constitui a masculinidade ou a feminilidade é uma característica desconhecida que foge do alcance da anatomia" . Conforme Calligaris (2005), em Prostituição: o Eterno Feminino "...fundamentalmente, a prostituição representa para a mulher a necessidade de um desejo que pouse sobre seu corpo marcando sua existência". Sempre em função do homem, conforme afirma (Maria Rita Kehl apud Calligaris, 2005) que "a fina investigação relaciona as fantasias de prostituição aos dois grandes vetores de constituição da sexualidade feminina adulta: a paixão de toda menina por seu pai e a imperiosa necessidade de trai-lo para tornar-se mulher.A violência feminina nas escolas.
Ameaça e prática de violência presentes nos ambientes em que as jovens vivem, como em casa por exemplo, podem ser a causa de tais comportamentos? A violência aprendida como sendo a única forma de solucionar problemas de divergências em casa é reproduzida na escola? A questão do gênero estaria envolvida no entendimento de problema?
Oi Luciane,
ResponderExcluirestas, de fato, são questões que nos inquietam. Para que se possa pensar sobre isso levarei na próxima aula um artigo de Raquel Soihet, intitulado "Mulheres pobres e violência no Brasil urbano", do livro História das Mulheres no Brasil. O resgate histórico nos permite compreender como se construíram certas representações do feminino na nossa cultura.
Um carinhoso abraço e até lá!
Profa. Nádie