quarta-feira, 14 de março de 2012

Anne Vigna: No México, a escola sem professor - Le Monde Diplomatique Brasil

Anne Vigna: No México, a escola sem professor - Le Monde Diplomatique Brasil

3 comentários:

  1. Oi Luciane,

    fantástica essa matéria! Podemos discutir a partir dela vários tópicos propostos pela disciplina: a identidade e os saberes dos docentes; os dilemas vividos pelos professores numa sociedade em crise; o "papel das tecnologias" na escola; as metodologias de ensino; exclusão...Enfim...
    O que esta notícia te faz pensar sobre a educação? Tu já pensou como seria ser professor diante de uma situação como esta? O que se aprende (ou deveria se aprender na escola) serve para avaliar o sistema ou deveria servir para a vida dos alunos?
    Voltarei em breve para saber como te posicionas diante disso, ok?
    Um carinhoso abraço,
    Profa. Nádie

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  2. Oi professora Nadie!
    Esta matéria foi sugerida pela professora Sonia Ogiba e discutimos sobre o tema na aula dela. Estou interligando os conteúdos e aprendizagens através deste blog para enriquecer a discussão e reflexão sobre os assuntos.

    Quanto à matéria, percebe-se nitidamente que há interesses políticos envolvidos: preocupação em modernizar e baratear os gastos com o ensino público, fazendo com que as informações atinjam um maior número de alunos mascara o verdadeiro descaso com a educação e com o futuro das crianças, principalmente de classes desfavorecidas. Os ditos professores são apenas monitores que operam aparelhos de tv e realizam recreação para sanar as falhas tecnológicas frequentes. A questão é entender como isso foi se calcificando, como estes professores foram se anulando diante do seu fazer, como foram se tornando dependentes das tele-aulas para ensinar. É evidente que se trata de um programa falido que não colabora com o desenvolvimento educacional necessário para as transformações sociais e o futuro daquelas pessoas.
    Poderemos discutir mais em aula. Obrigada pelo seu comentário.
    Grande abraço.
    Luciane.

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  3. Oi Luciane,

    ficou ótima a tua complementação. Agora fica mais fácil fazer os "links" com a nossa disciplina. Por exemplo: estás discutindo "identidade docente" ao mencionar que "os ditos professores são apenas monitores". Posso apreender disso que a identidade de professor, para ti, vai muito além do que operar aparelhos e realizar atividades de recreação.
    Garcia, Hypolito e Vieira (2005, p.47) entendem que:
    "A identidade docente é negociada entre[...] múltiplas representações [...]dos discursos veiculados por grupos e
    indivíduos que disputam o espaço acadêmico ou
    que estão na gestão do Estado[...]e as políticas de
    verdade dos discursos veiculados pela mídia" que por sua vez, define "as políticas de identidade estabelecidas pelo discurso educacional oficial".
    Outro discurso subjacente que se manifesta na notícia é o uso de tecnologia de forma messiânica. Como se isso, desconectado da formação dos docentes, pudesse dar conta dos desafios do sistema educacional.
    O lado bom de tudo isso, a meu ver, reside no movimento de resistência representado pela escola "teimosa", cujos professores ainda dão aula de modo "tradicional" que apesar dos bons resultados na avaliação está na contramão do discurso oficial que privilegia as tecnologias e [supostamente] a inclusão digital, apesar dos evidentes problemas de infraestrutura destacados ao longo do texto.
    Afinal, o que precisa mudar? Tecnologia ou metodologia?
    Seguimos...
    Um carinhoso abraço,
    Profa. Nádie

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